filho, árvore… e agora?

filho, árvore… e agora?

livro

Ontem teve post de 9 meses e comentei, lá no final, sobre um projeto que estava ajudando a devorar meu tempo.

Todos sabem o quanto as resoluções de ano novo são voláteis e tendem a virar fumaça antes mesmo de Fevereiro acabar. Mas esse ano eu tomei a decisão, movida principalmente por a Yara insistir que nunca termino nada, de começar a escrever um livro e terminá-lo antes do meio do ano.

Eu nunca escrevi mais que algumas páginas, de algumas histórias largadas, mas sempre houve uma ideia que me encantou e há anos me pedia para ser escrita. Sou apaixonado pelas histórias de Neil Gaiman, que pega nosso mundo e mistura com um universo fantástico, e a minha história bebe um pouco dessa fonte.

Imagine que tudo (ou quase tudo) que você sabe sobre elfos, anões, orcs e outras criaturas fantásticas fosse realidade, que um pouco do que os livros e RPGs de fantasia medieval existiu em nossa realidade. É sobre isso que escrevo em “Alvores”, a história se passa nos dias atuais, mais precisamente em Curitiba (parte da inspiração vieram de algumas lendas e histórias locais). Um trecho antigo de um prólogo que já foi refeito umas 5 vezes.

Nem sempre o homem foi onipotente sobre o planeta, outras raças e poderes coexistiram. Podemos vê-los na mitologia nórdica, celta, grega e romana. Histórias paralelas distantes por continentes e eras, mas com diversas similaridades. Elfos , anões , orcs , gnomos , trolls, uma infinidade de seres fantásticos.

Nascidos com a alvorada do mundo, são chamados de seres Alvores. Havia reinos e populações inteiras deles, mas há séculos o mundo seguiu adiante e a era dos homens teve início.

Elfos se isolaram em suas florestas, anões permaneceram em seus reinos nas entranhas das montanhas e os orcs se misturaram aos reinos obscuros dos homens. Criaturas ditas mágicas e encantadas se perderam ou se esconderam nos caminhos do mundo.

Até que, na Idade Média, essas raças começaram a ser caçadas. Livros de medicina que antes louvavam os conselhos e interferências élficas, os culpavam por enfermidades e falta de sorte. Anões começaram a ser vistos como aberrações, e os orcs – que sempre viveram ocultos nas sombras – aproveitaram para aprender sobre a política e modo de agir humano.

Assim, essas raças começaram a entender e aceitar sua condição, ficando ainda mais à margem do mundo. As memórias humanas, passadas geração a geração, que a cada história criavam e imaginavam, criaram as lendas. Essas lendas são as que conhecemos até hoje e enfeitam o imaginário.

Porém, mais do que as lendas e histórias, eles deixaram sementes…

Bem, e o motivo desse post é que a história está vingando, com mais de 70 páginas escritas (não parece muito, mas para alguém que nunca escreveu, estou em êxtase!) cheguei a 60% da história. Não tinha muita esperança de publicar, até descobrir o Catarse, um site de financiamento coletivo onde diversos projetos são apresentados e podem ser apoiados por qualquer um (sim, até mesmo você!), e dependendo do valor das contribuições, há as recompensas.

Vi nesse canal uma possibilidade linda de publicar minha história, com o apoio de entusiastas de literatura fantástica nacional, amigos e familiares. :)

Para isso, preciso de divulgação e mostrar meu trabalho até estar pronto para lançar o projeto no catarse. Criei uma página do facebook onde falo um pouco do processo, posto ilustrações (o livro será beeeem ilustrado, pelo meu amigo Sergio Artigas, o mesmo dos desenhos daqui do site) e novidades. Então, se puderem curtir a página, é só clicar abaixo:

http://facebook.com/livroalvores/

Muito obrigado mesmo! :)

9 meses?! Mas já?!

9 meses?! Mas já?!

9meses_06
Pois é… a gente aqui viajando, indo em coral e orquestra de câmara, passeando pimpões da vida e quase esqueci do post do nosso terceiro trimestre!

Pra começar eu tenho que falar, o que mais me marcou nesse trimestre, de tudo mesmo que aconteceu, já ganhou post. Então, se ainda não viu… vai ver nosso sofrimento na crise dos 8/9 meses. Mddc, todos chora!

Fora isso… hum, vamos lá?

Skills

Phisical

9meses_04Bem, não tem nem como negar o upgrade no pequeno. Desde que começamos a lutar na introdução de alimentos, com sólidos, líquidos e voadores, o Ulisses tem crescido vertiginosamente e já está usando roupas de 18 meses.

O engatinhar veio, e veio com força, agora não tem quem pare o garoto! Num piscar de olhos está indo da sala para a cozinha, cheguei a cogitar teletransporte se não visse com meus próprios olhos! É fantástica a evolução em três meses, de tentativas de se manter sentado para engatinhar e adquirir independência, crescimento em mobilidade e agilidade. Ele já se vira, levanta, senta, se apóia e começa a ensaiar uns passos apoiado no sofá ou banqueta.

9meses_05Já temos 7 dentes! E uma quantidade de baba suficiente para afogar o pai alta junto com o fato de colocar dedos na boca para morder me fazem suspeitar do oitavo elemento pipocando no canto direito inferior. Já está usando os dentes muito melhor, mastigando uns pedacinhos de comida (que a Yara se desespera quando ofereço grandes) e demonstrando sua preferência por morder meu pescoço em momentos de irritação.

Bate palmas com uma perfeição ímpar, o tchau não é tão perfeito, mas já é executado a pedidos de vizinhos e amigos que acenam (nota mental de gravar um vídeo do tchau)! O mais engraçado é que não ensinamos ou ensaiamos pegando na mão dele, a reprodução e raciocínio desses bebês é fantástico!

Psiquic

9meses_03The word is coming! Tá começando a falar, além de um papai meio indeciso, agora sai mamãe e neném em momentos de choro muito forte. E, incrivelmente, além disso… Peppa. É só ver a porquinha cor-de-rosa para falar Peppa com toda desenvoltura (mais uma nota mental de gravar). Muito lindo!

Já começou a tirar o cobertor da cabeça dos pais nas brincadeiras de “onde está o papai/mamãe” e continua demonstrando uma desenvoltura com o pandeiro e tambores! <3

A rotina está mais estabelecida, foi meio complicado ajustar depois que a Yara começou a estudar, agora ele começa a dormir um pouco mais tarde, por volta das 21:00 e acorda mais tarde, quase nada na minha opinião, lá pelas 7:00.

Da nossa parte

9meses_02A cama compartilhada (co-sleeping) continua aqui, do mesmo jeitinho: o berço sem uma das laterais e os pés serrados colado na nossa cama de casal com o Ulisses rolando para colar na Yara durante a noite. Mas com o desejo irrefreável de se jogar do desfiladeiro no fim do colchão desenvolvimento do engatinhar do Ulisses, vamos fazer camas baixinhas, com toda a cara Montessori, para melhorar essa questão de saída da cama.

O Sling continua sendo um amigo inseparável e ajudando demais a carregar e fazer dormir. Acho fantástico o tanto que olham eu carregando o Ulisses no Wrap, na grande maioria das vezes é elogiando e admirando a possibilidade de carregar com conforto e contato. Com o plus de ser o pai carregando. :D

9meses_01

Galerinha, acho que é isso… e Junho tem aniversariante por essas bandas e estamos pensando ainda na festa. Não acho que será grande, mas garanto a cara geek (como não, oras?). ;)

Eventos sociais… rola?

Eventos sociais… rola?

musica-(1)

Na segunda feira passada, rolou uma experiência bem bacana. Fomos com o Ulisses em uma apresentação musical. Uma colega do trabalho me chamou para assistir o grupo dela, e coincidentemente a minha esposa foi convocada com toda a turma dela de Música para assistir (uma das professoras dela também canta, como muitos dizem: Curitiba é um ovo).

Não houve nem um momento de dúvida sobre o Ulisses, ele iria junto e seria nossa primeira experiência com ele num local público e ouvindo música erudita. Na praia rolou de boa, porque não ali? Não vou mentir, tive medo de choro, fome, fralda, grito… mas também tem algo que digo sempre, os adultos tem uma tendência de subestimar bebês e crianças.

Então botei a cara, coragem e o sling e fomos pro abraço assistir a apresentação. As lindas da noite foram as fantásticas cantoras do Collegium Cantorum, um coro feminino virtuoso! E a apresentação foi na Capela Santa Maria (que nenhum taxista sabe onde fica e não é bem uma capela :P). Estávamos todos os três chiques, coloquei uma roupa social, a Yara de vestido. Até brinquei que se rolasse um atentado era capaz de o Ulisses virar um Bruce Wayne sóquepobre! Huahuahuaha.

Chegando lá, a família aqui se posicionou no local de mais fácil fuga e com menos risco de o Ulisses arrancar o cabelo de alguém de incomodar outros espectadores. O Ulisses estava meio cochilando e na primeira música se assustou. Uma solista chegou num agudo lindo e pleno e o Ulisses na hora fez bico, eu fiz um maior em sequência e fugi pro corredor. Mas foi alarme falso, logo ele se acostumou com o som e assistiu metade da apresentação numa boa. E deve ter gostado, visto que depois de usar a Yara de mamadeira (palavras dela, não me condenem) ele dormiu mesmo com as cantoras reverberando no palco.

musica-(4)

Camerata Antiqua de Curitiba – Orquestra de Câmara

Mas como uma andorinha só não faz verão, e pra testar o “sorte de principiante”, lá vamos nós para mais uma apresentação musical. Dessa vez foi a maravilhosa Orquestra de Câmara da Camerata Antiqua de Curitiba, um programa lindo e fantástico com direito a encerramento de Tchaikovsky executado com maestria! Simplesmente lindo!

Lindo como foi levar o Ulisses, se comportou muitíssimo bem, tive que ficar de pé em alguns momentos para desentediar o menino desesperado por engatinhar (estávamos lá em cima, cair era um risco, rsrs), e ele pediu duas vezes para amamentar. Reforçamos nosso pensamento de que ele deve gostar de música, não restrito a aberturas de desenho ou músicas de propaganda, ou até mesmo o pai dele cantando de modo aleatório. >_<

O mais complicado de tudo foi explicar pra ele que não necessário aplaudir a cada 5 segundos, claramente ele sentiu falta de percussão e pandeiro na apresentação e queria compensar do jeito dele:

musica-(2)

É nois no Ctba – São José /o/

E para fechar nosso passeio, e mostrar que dá pra passear com bebês sim, olha a gente pegando o baú, bonde, busum, vermelhão, coletivo… ônibus mesmo. Esse moleque se amarra em passear.

Mas como a Yara me disse, nós temos um pouco de sorte com o Ulisses, tem crianças que ficam doidas e tudo o mais. Mas acho que o relato vale pelo menos para você testar, não subestime ou fique com medo de levá-lo passear. Pode ser que tudo dê mais do que certo e vocês se divirtam muito.

Experimentar e confiar pode ser algo novo e incrível, mais do que escutar os outros, é importante escutar você mesmo e não usar a p(m)aternidade como uma desculpa para não sair, aqui está sendo exatamente o contrário, estamos usando a educação musical do Ulisses como motivo para passear.

Além da paixão que esse garoto tem por rua! Tá quase pegando ônibus sozinho!

Eu mamo... tenho direito a assento preferencial?

Eu mamo… tenho direito a assento preferencial?

Arrume a bolsa bem, se posicione próximo à saída e tenha um plano de fuga em mãos em caso de emergência. No mais, é só se divertir! ;)

[GeekTrip] Ilha do Mel – PR

[GeekTrip] Ilha do Mel – PR
praiacapa

Praia!

Sim, nós fomos à praia! Nossa primeira viagem puramente turística (já fomos pra Brasília uma e outra vez, mas pra visitar familia, e a Yara disse que assim não conta). Estamos planejando fazer viagens mais regularmente, estávamos precisando de um passeio.

Vendo os destinos po$$íveis em nosso orçamento, decidimos pegar uma praia (Curitiba está a menos de 2 horas da praia, pertinho pra quem morava em Brasília e nem viajando em sonho dava tempo de ir perto do mar). Vimos algumas opções e pensamos em gastar um pouquinho mais, mas fazer um passeio diferente (e que recomendo muito!). Fomos para a Ilha do Mel, aqui no Paraná mesmo.

panoramica

Obrigado Sling!

Obrigado Sling!

A Ilha fica na Baia de Paranaguá, e o acesso é feito a partir de Pontal do Paraná por um barco bem bacana (a Yara nunca tinha andado de barco e quase se borrou). A Ilha é um dos pontos mais bonitos do litoral paranaense, é reserva ambiental e alguns pontos não podem ser acessados, tração motor e animal é proibida (então é bicicleta ou a pé). A eletricidade chegou há pouco mais de 15 anos na ilha, o que melhorou muito (eu sei porque sou velho – :1( – e a vez anterior que eu tinha ido foi antes de a eletricidade chegar à Ilha).

A Ilha tem dois pontos de desembarque, a praia de Encantadas e a de Brasília (hihihi Brasília tem praia). Tem um monte de pontos legais de passeio, como o Forte, o Farol e a Gruta de Encantadas. Infelizmente não fomos em nenhum dos três por logística, mas prometemos vir novamente daqui a uns anos e ver tudo!

pousada

Pousada das Meninas

Ficamos na Pousada das Meninas, bem perto do farol e no meio de três praias: Praia do Farol, Praia de Fora e Praia Grande. O legal de ir fora de temporada é que as praias ficam quase desertas, pode-se deixar as coisas na areia e ficar aproveitando sem preocupações. Assim que desembarcamos na ilha, a Yara quase me esfolou, pois errei a praia de desembarque e tivemos que pegar um barco pequeno demais prestes a afundar menor.

Achamos a pousada linda e rústica, ficamos num quarto bacana e com rede. Além disso o Ulisses se apaixonou por uma gata chamada belinha.

O caminho é todo por trilhas – sim, só trilhas – e pra facilitar a caminhada (mochila não rolava, quem tem filho sabe!) pegamos um carinha com um “carrinho de mão” para levar as malas até a pousada. Ficamos na Pousada das Meninas, uma fofura pitoresca! O problema para quem morre de medo de lobisomem, como eu fica desconfortável no escuro no meio de uma floresta é caminhar à noite caçar um restaurante ou algum lugar pra passear. Fora isso, é paradisíaco!

Nos surpreendemos com a parte do comércio, esperávamos coisas muito caras, comidas ruins e atendimento péssimo. Mas acho que o clima da ilha deixa todo mundo de bom humor, é fantástico! E todo mundo adorava o Ulisses no sling. A comida é fantástica (fomos só em um restaurante, com medo de errar nos outros, mas recomendo o Mar e Sol sem medo!) e dá pra achar uns souvenires e camisetas bem baratas, olha eu e o Ulisses combinando. :)

PRAIAAA!!! AREIAAA!!!

PRAIAAA!!! AREIAAA!!!

Algumas dicas importantes: Repelente, lanterna, protetor solar, e muita vontade de caminhar por trilhas lindas e paradisíacas!

Mas acho que chega de falar da Ilha… e o que o Ulisses achou da praia? Resumindo: “ADORO PRAIA! AHHHHH! ADORO!!! ÁGUA AREIA BURACOS AHHHHH! ENGATINHA COME AREIA ENGATINHA BATE NA ÁGUA COME AREIA PAPAPAI AREIA ÁGUA AHHHHH! SPLASH SPLASH CHAPINHA COME AREIA COME ÁGUA AHHHH! PAPAPAPAPA PAÍ!

É, ele adorou, rsrs. Gravamos um vídeo de ele engatinhando tal qual tartaruga filhote na praia, confere só:

Ele não se assustou nem um pouco, adorou as ondas batendo nas costas, barriga e cabeça, brincou e riu o tempo todo sempre pedindo por mais. Felizmente ainda não tem noção o suficiente para chorar ao irmos embora, mas temo as separações futuras, rsrs.

E pra encerrar, umas fotos do passeio:

Crise dos 8 (ou 9) meses

Crise dos 8 (ou 9) meses

crise8meses

Peraí… mais uma? Espero que essa seja de boa. Não! :P Essa é a crise mais famosa, mais temida e mais forte do primeiro ano, deixa a de 3 meses e a de 6 meses no chinelo, tudo preparatório. Li hoje um artigo do Dr. Moisés e parecia falar do Ulisses (não, ele nunca dormiu a noite toda, mas só acordava, mamava e voltava a dormir):

“… com sintomas mais intensos quando a criança que dormia a noite toda chega a acordar 8, 10 ou mais vezes, apavorada, gritando, em desespero, chorando muito, assustando tanto os pais quanto a criança…”

Dr. Moises Chencinski (veja o artigo completo clicando aqui)

O motivo principal é a consciência da descoberta – iniciada na crise dos 6 meses – de que os pais não são um anexo dele. O bebê percebe que ele e a figura de apego (mãe, pai, ou responsável) são independentes, e com o aumento da consciência do mundo ao seu redor ele acorda desesperado querendo saber porque está sozinho, onde está todo mundo, o que está acontecendo.

Os sintomas variam de criança para criança, como é algo neurológico, varia dependendo do estágio de aprendizado, desenvolvimento e estímulos de cada um. Mas em geral, além dos problemas de sono, há a dificuldade em alimentação, mal humor, muita agitação e irritabilidade.

Aqui estamos sofrendo com o Ulisses, o sono dele está muito leve, e se antes ele acordava e só fazia uns barulhinhos pra chamar a atenção, agora chora como se estivesse sendo espancado e reclama bastante. Além disso, os períodos de sono ficaram muito mais curtos e mesmo dormindo colado no berço adaptado com a nossa cama ele ainda chora meio que sem saber nem porque chora. Só acalma quando o acordo e vamos passear pela casa.

E quando a crise vem forte, o que ele deseja é segurança, ele tem vontades e merece ser respeitado… não adianta tio, tia, avô, avó, papagaio ou brinquedo favorito. É bom lembrar que esse processo é tão ruim – ou pior – para ele do que para nós. Felizmente, como aqui sempre estimulamos o contato paterno junto com o materno, somos dois para dividir a barra e ajudar o Ulisses. Com isso tudo, mais do que nunca estou percebendo um aumento na massa muscular dos meus braços, huahauhuahua.

A alimentação anda mais difícil, aquela facilidade toda deu uma reduzida e é um pouco mais trabalhoso para ele se animar e comer, mas continua se alimentando bem e mamando muito. Acredito que a mudança da rotina com a Yara indo para a faculdade complicou também, esses bebês adoram um combo! Rsrs.

Mas Lauro… E quanto tempo dura?! Segundo o artigo, a crise demora entre 3 e 6 semanas para passar (O QUE!? ISSO TUDO?!!? – pensamos o mesmo aqui), e o processo pode ser facilitado com proximidade e contato. Não recomendamos muito o lance das “manhas e macetes”, que normalmente criam um novo problema e confusão, dificultando ainda mais a fase, então o esquema é paciência e entendimento. Logo logo isso passa e tanto os pais quanto as crianças vão comemorar a vitória. ;)

Tchucutchucumpá! Estréia do Trio Gatolas

Tchucutchucumpá! Estréia do Trio Gatolas

batuque

Bem, o post de hoje é musical! Êêê!

Eu e a Yara sempre gostamos de música, sou muito, em níveis épicos, tipo muito, absurdamente pra caramba desafinado, mas com esforço e ensaio pacas eu conseguia ser aceitável. E junto com um casal lindo (compadres Luiz e Carol) e um amigo percussionista Lemuel, montamos um grupo vocal chamado Talliesin. Tem umas músicas no youtubiú aqui, somos nós quando forem 4 cantores e um carinha no tambor.

Então a gente adora música, seria fantástico se eu tivesse um estudo musical na infância, minha dificuldade poderia ser menor. Mas a Yara tem algo a mais, ela sempre foi fascinada por música, é extremamente afinada e – apesar de sua timidez no palco – é bem talentosa. E sempre expressou sua vontade de estudar e trabalhar com música (principalmente aulas para pequenos).

Assim que mudamos para cá, a Yara deixou o curso de Serviço Social 80% concluído em Brasília, com objetivo de retomar aqui. Mas tivemos uma surpresinha (vide todos os posts desse blog, rsrsrs) que adiou os planos. E esses dias, com o ENEM, uma bolsa do Prouni (valeu Brasil!), ela teve a chance de terminar seu curso! Mas eu sabia que não era isso que ela queria, ora bolas. E obriguei convenci ela a fazer música na PUC. Ela tinha nota e bolsa de 100% (bancário não ganha tão bem não, rsrs).

E agora se descobriu e está toda felizona saltitando por aí. Mas para fazer o curso, adivinha quem teve que trocar o turno de trabalho para asumir a noitada com o filho doidão? Sim! O PaiGeek aqui! Trabalho mais durante o dia, mas dá tempo de correr em casa e cuidar do pequeno para a GeekMãe estudar. Eu acho fantástico e adoro demais participar, eheheh.

Não vou mentir, o Ulisses estranhou um pouco a mudança da rotina nos primeiros dias, mas nada que uma bagunça caótica com um pai que dança quenem doido não resolva. E ainda mais com o boost alimentício dele, agora come como doido e tudo ficou mais fácil.

6meses-percOlha o pai passeando pelos temas e fugindo da música… Vooooltando, desde a gravidez nós pensamos em mostrar a possibilidade de aprender música para o Ulisses, se ele assim quiser. E uma das ferramentas foi comprar instrumentos para o pequeno! E o que mais fácil para um bebê do que percussão? Dá-lhe tambor, pandeiro, bongôs, variedade! E ele se amarra muito, eu consegui desenvolver a coordenação mínima para um ritmo e ele fica doidinho (lembrete para gravar a doidice dele, rsrs).

E o post de hoje tem vídeo! :D A Yara está (inclusive hoje tem aula disso) estudando percussão e comprei umas baquetas pra ela. Sentamos os três no chão, Yara na baquetanochão, eu no pandeiroaleatório e Ulisses no chocalhodevezemquando. Confere o trio:

Ps.: Viram a boquinha dele falando papai, né?

Palavra #1

Palavra #1

palavra0

Peraí que eu já chego lá! ;)

Eu descobri o universo do RPG com umas revistas chamadas Dragon Magazine, que saíram no Brasil há uns 14 anos. Eu comprei a primeira edição pois além do poster (todas tinham 1 poster acompanhando), vinha com um baralho de Spellfire (nunca achei com quem jogar e não sei que fim deu o baralho). Depois de algumas semanas meu quarto tinha dragões, ladinos, magos, orcs e guerreiros espalhados pela parede. Decidi comprar um livro, e – obrigado ao deus do RPG – eu comprei AD&D, 2ed.

Descobri um universo lindo e gigantesco, com possibilidades absurdas, convidei uns amigos (meu primo, minha irmã e uns amigos) pra começar e eu mesmo mestrei. Minha primeira experiência com o jogo foi mestrando, e até hoje é o que mais gosto de fazer. :)

Mas estou meio que divagando, a questão maior que quero falar – e que sim, tem a ver com o Ulisses – é a alegria dos jogadores na hora de evoluir, somando os pontos de XP para ver se conseguiriam aquela skill nova, aquele talento, ou usar aquelas magias. Era divertido ver e participar daquilo. E na próxima sessão de jogo, eram Magias, talentos e skills nunca experimentadas pelo personagem sendo executadas à toda!

Como pai, é fantástico ver o seu filho crescendo e ganhando experiência, mas o mais fantástico são as “subidas de nível’. Os pais que leem, por favor digam se a analogia não é verdadeira.

Todo skill, talento, habilidade adquirida parece não necessitar de treino ou desenvolvimento prévio, é exatamente como uma evolução, de repente está lá. O Ulisses não treinou engatinhar, minhocava mal e porcamente pelo chão e num dia *plim* começou a engatinhar, joelhos e mãos em sincronia e começou a descobrir o mundo.

A introdução de alimentos foi aos trancos e barrancos, insistindo, forçando, mostrando e tentando convencer. Até que pronto, meu filho virou pedreiro. Comendo pratadas homéricas da mesma comida que no dia anterior estava rejeitando, desbloqueou o talento “Devorador de Mundos“, só pode!

E a nova: ele nunca falou nada parecido com a primeira palavra. Tem vídeo do babata, falou mamamama, nenenenenene. E qual a primeira coisa que ele fala? Não sei se sabe pra que serve, mas olha só:

PAPAI! Isso mesmo… do nada, papai. :) Saiu uns Peppa no meio do caminho junto, uns Peppa papai. Huahauhauhauha. Pois é, aquela fita k7 com papai no repeat a noite toda no fone do menino resolveu alguma coisa. :P (zuera, antes que chamem a tutelar).

Avião, Choro, Fome e Chão

Avião, Choro, Fome e Chão

trip2_05

Pois é gente, aproveitamos uma promoção relâmpago da TAM e compramos passagens pra visitar a família e alguns bebês que nasceram lá em Brasília. Foi mais curtinho e faltou visitar um monte de gente, mas como eu disse aqui, o tempo não nos pertence mais! :P
Bem, a viagem foi tranquila, pareceu um Déjà fu (é fu mesmo), decolagem tranquila, lá em cima comeu uma papinha de fruta e começou a chorar. Lá vai o pai (sim, ainda só dorme no meu colo, hihihi) caminhar no corredor do avião cantando jelly jam e fazendo meu pequeno (de mais de 9,5kg) dormir. As aeromoças piraram! Rsrs

trip2_01

Chegamos à noite, e como ele estava no meio da crise de 8 meses (já estou fazendo post disso!), morremos de medo de ele estranhar o lugar e as pessoas. Mas foi menos pior do que imaginamos, ele chegou lá e chorou um pouco, mas logo passou e foi se soltando. :)

Ainda estávamos patinando com a introdução de sólidos, ele nunca animava muito. Mas acho que um dos fatores dessa crise é que as coisas mudam. E como! Do nada o menino começou a comer tudo, e muito! E gritar querendo mais! DESESPERADAMENTE! Huahuahuahuah… eu e a Yara adoramos, ele comia frutas, papinhas salgadas (batata, cenoura, chuchu, beterraba, bota tudo aí moço que eu como!), repetia até o ponto de acharmos perigoso ele explodir. :D

Mas foi uma festa, agora está comendo muito e facilita muito para eu cuidar dele à noite (a Yara está fazendo faculdade e eu estou encarando o mocinho sozinho a noite toda, mais um post devido… vou fazer uma lista >_<), já já vou preparar uma banana para o gordinho.

trip2_02Outra coisa é chão! Parece que a fase de preferir nosso colo está passando, em Brasília o choro começou a ser para ir ao chão! Ele tinha começado a ensaiar engatinhar aqui, na semana da viagem, mas chegando lá ele resolveu engatinhar mesmo! Foi na casa do Luiz e da Carol que ele deu a primeira engatinhada mesmo, emendado os movimentos.

Ah, um beijo pro Luiz e pra Carol! Fomos lá visitar eles e a pequena Ana Beatriz de 1 mês, e ela é linda demais! Parabéns! :D Tiramos até foto dos pais coruja!

E pra comemorar essas novidades, já tem vídeo de ele engatinhando:

O vídeo foi gravado hoje, pra ele não dar vexame, rsrs.

Outro beijo vai para nosso sobrinho que nasceu de 32 semanas e é um guerreirinho, parabéns pela Mel pelo grande Ian! Ele é lindo e o Ulisses está só esperando o primo crescer para fazer bagunças mil com ele! :D

Ps.: Sim, na viagem de volta eu caminhei pelo avião cantando para ele dormir, rsrs.

Tempo?

Tempo?

linguinha

Acordei hoje determinado a fazer um post… Não tive tempo de escrever nada antes de ir trabalhar.

Durante o trabalho não tive 5 minutos livres… Não tive tempo de escrever nada durante o trabalho.

Chegando em casa tinha um lindo que engatinhou como louco em minha direção… Não quis parar para escrever nada enquanto ele quisesse meu colo.

Agora ele está dormindo, estou arrumando a sala, passando aqui rapidinho e escrevendo algumas palavras… Não vou fazer um post novo enquanto não lavar a louça (mentira, tô muito cansado :P).

Peraí q ele tá gemendo…

30 minutos depois.

Pronto. E isso tudo é pra eu mesmo ver que minha vida mudou, minha rotina mudou. Bebês adoram comer tempo, e a gente adora dar pra ele! O Ulisses pode ter todo meu tempo numa bandeja! Eu sou apaixonado por ele, e fico feliz por meu playstation estar com pó (apesar de ter comprado Rayman Legends ontem), por não saber notícias do Blind Guardian e cantar todo o repertório de Jelly Jamm, por acordar de madrugada com ele pedindo bagunça e correr pra sala zoar mesmo sabendo que m:D

Não me entendam mal! Não vou abandonar o blog, mas vou tentar me programar para escrever posts de 5 minutos e não me pressionar. Pensando nisso de sentar e escrever posts com calma, eu vi que foram quase 30 dias de ausência! Peço desculpas e vou tentar postar mais (junto com esse, estou escrevendo outro post! :D).

Então… amo a paternidade e todo o tempo que ela me tira! Huahauhauhauha.

Ps.: Olha essa linguinha! *.*

Mais dentes!

Mais dentes!

dentes

No post em que nasceram os dois primeiros dentes dele, os de baixo, comentei que nem percebemos. A rotina não se alterou em nada e tcharam! Estavam lá os dois pequenos branquinhos. Para compensar essa tranquilidade nasceram os dois de cima. :/

Deu um trabalho razoável, ficou inquieto, sono leve e intermitente, irritadiço, realmente incomodado. Percebemos que era por causa dos dentes pois podíamos ver eles lá, duas canjicas enormes forçando caminho pela gengiva. Demoraram umas 2 semanas para conseguirem rasgar e passar dessa fase. Depois melhorou um bom tanto o humor dele.

Para amenizar, passamos um pouco de Nenedent nas crises maiores de dor dele, mais para facilitar o repouso e sono. Picolés de leite materno, mordedores na geladeira, massagem de dedo na gengiva… tudo isso ajudou bastante. Muitos falam de assaduras nessa época, não sentimos alteração nesse sentido. :)

E ainda brotaram mais dois laterais superiores. Já temos 6 atacantes, auehuaehuaheua!

Sobre a higiene, o Dr. Moisés (esse consegue! Adoramos os posts dele) postou em seu site esse artigo sobre a necessidade do uso do flúor e as quantidades desde as primeiras canjicas do seu pequeno! Cuidados com a pasta e quantidade de flúor, mesmo a Tandy tem uma concentração de flúor. A que usamos aqui e a Oral-B infantil. :)

E um videozinho (feito na correria, desculpem ser de pé e sem resolução :( ) da alegria higiênica do Ulisses! <3