Voltando, e Feliz Dia das Mães!

Voltando, e Feliz Dia das Mães!

diadasmaes

Dia das mães. Segundo domingo de maio. 10 de maio de 2015.

A Yara se tornou mãe há 1 ano e 10 meses, quando o Ulisses nasceu. Minha mãe se tornou mãe quando nasci, há 30 anos e 10 meses.

Um ato tão maravilhoso, e ao mesmo tempo tão “simples” e cotidiano na humanidade, é o que torna cada um de nós filhos e filhas e, ao mesmo tempo, faz de alguma mulher, mãe.

O nascimento é algo mágico, um fim da gestação e uma transição para a vida do bebê fora do ventre, e para a tristeza da mãe (pela mesma vida do bebê fora do ‘seu’ ventre). E é esse momento que muda o processo de ser mãe. Assim como a gestação tem alguns meses para acostumá-la com a ideia, o nascimento vem para cobrar o peso do nome e torná-la a pessoa mais importante do mundo para um bebê.

É uma honra ser pai do Ulisses, e é um dos motivos a mais que tenho para lhe agradecer, Yara. Obrigado e parabéns por ser mãe, você o é com uma virtuosidade ímpar. É a melhor mãe que eu poderia imaginar para meu filho, é a mãe que ele escolheu como sua, você é maravilhosa.

E obrigado para minha mãe, por me ajudar em todos os passos, desde o nascimento. Boa parte do que sou, devo à você, obrigado por tudo. Te amo muito.

E parabéns à todas as mães.

Estou um pouco enferrujado com posts no blog. Mas, como a Yara gosta de lembrar, eu não deveria abandonar meus projetos.

Meu presente para as mães hoje é um pouco diferente. Estou escrevendo uma nova história, que começou como um conto de natal e hoje se estende para um bocado de coisas. Mas, queria mostrar um capítulo diferente que escrevi semana passada. Escrevi pensando na maternidade, era para ser um dos meus presentes para a Yara, mas acaba sendo para todas as mães :)

 

Capítulo 2

Três linhas (Fogo, nó e laço) são enroladas
E uma velhanova canção é entoada.

Ellia sabia que havia algo errado. Mencionar isso a Ogar apenas o deixaria distraído para a batalha, ele não traria uma parteira para sua esposa. Ajudou-o a prender as braçadeiras e o corselete, feito de peles e couro curtido. Fez um esforço para sorrir e ficar na ponta dos pés para beijar seu marido, entregou seu escudo e atravessou o cômodo para pegar a lança.

As contrações do seu ventre ficando mais curtas, levou a mão a barriga e enviou uma oração silenciosa à Frigga, pedindo para que o parto esperasse apenas um pouco mais. Soltou a arma da parede e beijou a lâmina antes de entregá-la ao companheiro. Ogar se inclinou e beijou a barriga avolumada de Ellia, ela temeu que ele esperasse algum movimento do bebê, mas ele se levantou e beijou a testa dela antes de acenar e sair pela porta.

Trate de voltar vivo. – Ela pediu, acompanhando-o para fora da casa. – E inteiro.

Trate de cuidar bem de todos. – Ogar respondeu, rindo. E, virando-se para a jovem que se colocou ao lado de Ellia, continuou, apontando para a esposa. – E você, Driga, trate de cuidar dela.

Colocou o elmo de couro e rebites e desceu a colina, desviando das estacas de proteção e se juntando aos seus companheiros de escudo. A lua já estava alta e a noite fresca. Assim que seu marido estava longe o bastante para não conseguir ver o acampamento, virou-se para Driga.

Traga lenha para minha casa e me deixe só, tenho um filho para trazer ao mundo. – Anunciou, enquanto entrava na cabana.

Minha senhora, Ogar disse…

Sei bem o que meu marido disse, – Ellia interrompeu Driga – e creio que fui tão clara quanto ele. Vai mesmo querer me contestar? Hoje?

Não, minha senhora. – A serva baixou a cabeça e correu para buscar lenha.

Ellia entrou em casa e encostou a porta improvisada. Não ousou trancá-la, naquela noite todos os nós, fechaduras, trincos e amarras deveriam estar abertos. Começou a desfazer sua trança enquanto caminhava para o baú ao lado da cama. Ajoelhou-se e abriu o tampo, retirou de dentro três rolos de lã, um pedaço de madeira e um pequeno saco de couro.

Mãe Frigga, deveria ter feito isso antes, mas passei um mês em um barco e duas semanas preparando nosso acampamento, espero que entenda. – Abriu o saco e virou o conteúdo na mão esquerda, havia uma chave e uma agulha de prata, a chave presa em um cordão de algodão – Poderosa Frigga, empreste-me suas chaves: para abrir meu ventre e facilitar esse parto.

Repetiu a oração simples algumas vezes enquanto colocava o cordão em seu pescoço. Puxou os cabelos ruivos, que caiam sobre as costas, por cima do cordão e segurou a madeira antiga, levantando-a para examiná-la à luz da fogueira. Era negra como carvão e dura como ferro, percebia-se que era madeira por ser irregular e ter nós visíveis, era estreita e longa como seu antebraço. Havia também marcas, runas, profundas na superfície escura, num tom de vermelho ferrugem.

Escutou uma batida na porta às suas costas.

Entre Driga. – Disse sem se virar, continuando a analisar as runas. Escutou o ranger da dobradiça e continuou – Deixe a lenha ao lado do fogo. Saia e enconste a porta. Deixe claro a todos que não importa o que aconteça, não devem entrar, a menos que eu os chame. Fui clara?

Sim, minha senhora.

Então vá. – Ordenou à serva, respirando fundo e não transparecendo a forte contração que chegara.

Que Frigga a abençõe senhora, que o parto seja fácil. – Driga sussurrou antes de sair e fechar a porta.

Fácil, pensou Ellia. Essa era uma palavra que definitivamente não caberia naquela situação.

Esforçou-se para levantar e caminhou até mais próximo do fogo. Colocou mais alguma lenha nas chamas e aguardou que tomassem forma. Enquanto isso, pegou os três novelos de lã. Sua mãe dissera que foram feitos pela avó dela, que dizia ter sangue dos antigos. Chamavam-na de louca no vilarejo, mas enterrou todos os seus filhos, netos e até alguns bisnetos antes de morer de velhisse, com uma centena e meia de invernos.

Chamava-se Alena. Foi ela quem fez as primeiras runas no pau ferro e fiou as linhas que estavam nas mãos de Ellia. A gestante pegou a agulha de prata e furou o polegar da mão esquerda, pressionou o dedo e admirou a gota rubra que surgiu, cintilando à luz das chamas. Passou então o ferimento sobre as runas de tantas outras mães de sua família, incluindo a sua própria.

Conforme traçava as linhas, curvas e sinuosas que lambiam a madeira, sentiu o corpo estremecer. O bebê se mexia tão pouco nos últimos dias, precisaria de toda a ajuda nessa hora, seu filho deveria vir forte e aguentar a viagem. Terminou de desenhar os símbolos e sentiu outra contração vindo, estavam mais rápidas e fortes, o bebê não.

Pegou o primeiro novelo, com a lã tingida de vermelho e enrolou três voltas na madeira, segurando as pontas soltas no sangue que secava. Repetiu o processo com a linha negra e, por último, com a linha branca. Nunca entendera como, depois de décadas passando de mãe em mãe, a linha continuava alva, sem nenhuma mancha. Sentiu-se estranha quando a linha se manchou de vermelho nos pontos em que tocou as runas.

Deveria ter feito aquilo há pelo menos três luas, era como for a ensinada a fazer. Mas as Nornas teriam que se satisfazer com isso, teria de ser o suficiente. Levantou-se novamente e sentiu a bolsa estourar. Os joelhos fraquejaram e assustou-se com o chiado das gotas que espirraram na fogueira.

Teria de ser o suficiente.

Levou o pau ferro ao peito e fez uma oração, não apenas à Frigga, às Nornas e à sua mãe. Mas à todas as mulheres. Ellia não pediu força, pois a tinha; ela pediu pelo seu filho.

Soltou então a linha branca e a vermelha, deixando a preta enrolada, e atirou a madeira às chamas. Instantes depois de tocar o fogo, o pau ferro se incendiou. Ele não queimava, mas as chamas subiram pelo menos à altura da cintura de Ellia, e iluminavam todo o cômodo. Ela se esforçou para segurar as duas linhas enquanto deitava na cama de peles, com as pernas abertas, sentindo as contrações voltarem.

Pensara ter ouvido o grito de batalha de seu marido, mas estava tão longe, e parecia não importar agora. Tinha sua própria luta a travar, uma vida para trazer. E empurrou.

Ela não achou que gritaria, acreditava que era uma fraqueza e que teria seu parto em silêncio e rápido. Mas gritava enquanto empurrava, sentia medo pelo pequeno, e fazia força pelos dois. O tempo derreteu e se esticou enquanto estava deitada. A madeira continuava lá, queimando sem se extinguir, a fumaça saía limpa e sinuosa, destacando-se em meio às paredes e ao teto, escapando para a noite sem nuvens.

Os gritos rasgavam sua garganta, Ellia aproveitava os instantes entre as contrações para respirar e tentar se situar. Mas depois da quinta ou quinquagésima onda, ela perdeu as contas e a noção de realidade.

O mundo se resumia a gritar, respirar e empurrar.

A primeira vez em que ouviu a voz, estava respirando, tomando fôlego para as próximas contrações.

Você não está sozinha, minha filha”

Ellia só não deixou de empurrar pois era aquele seu trabalho, era sua batalha, e a vida dependia dela. Como todas as vidas dependem. Assim que parou a onda, olhou em volta, procurando a origem da voz, fora clara sobre não querer ninguém ali. Não sabia como seu filho viria, se é que viria, e não desejava dividir aquele fardo.

Mas não havia ninguém ali, apenas ela e as chamas. Enxugou rapidamente a testa e os olhos, assim que o fez, pensou ter visto um vulto ao seu lado, que desapareceu quando se virou. Não poderia estar tão fraca a ponto de alucinar.

Novamente: gritou, empurrou, respirou.

Você esqueceu de mostrar o caminho, ele precisa de ajuda para vir, está muito fraco.”

E Ellia teve certeza de que havia alguém ao seu lado. A respiração começou a falhar e a mão foi instintivamente sob as peles, buscando a adaga escondida ali.

Não é a lâmina que precisa, estou aqui para lhe guiar.”

Era a voz de uma mulher, forte e segura, sussurrando diretamente em sua mente. Frigga? A própria deusa teria descido para trazer ou levar seu filho?

Empurrou, tossiu, gritou, respirou.

Quando parou, sua mente girava, sentiu como se tomassem sua mão e levassem ao meio de suas pernas. Sentiu a cabeça do filho, estava logo ali. Os dedos voltaram sujos de sangue e, sem saber bem como, Ellia estava desenhando linhas similares à do pau ferro em sua barriga. Desciam e brilhavam contra a luz das chamas. Ela aceitou a ajuda, era maior do que ela, e menor ao mesmo tempo. Sentiu que era guiada para não deitar, mas ficar de cócoras, deixar que o mundo ajudasse a puxar seu filho.

E mais uma vez, gritou, a plenos pulmões, empurrou o filho para o mundo e sentiu a criança sair. Suspirou.

O bebê estava quente e lavado de sangue, a cabeça um pouco marcada no topo, pela demora para sair, os lábios roxos e os olhos fechados. O cordão dava três voltas no pescoço. Ela escorregou da cama, derrubando as peles no chão.

Não, não, não.

Ellia desfez as voltas, mas o pescoço estava sem marcas, limpou o rosto do filho como pôde e colocou a mão sobre o peito. O coração batia, mas estava fraco e lento. Fechou os olhos e orou às mães, massageando o peito do recém nascido e sentindo as lágrimas escorrerem pelo seu rosto. Até que começou a cantar.

Era a sua voz, mas era também a voz de sua mãe e a de sua avó. Poderia jurar que era a voz de todas as mães. Entoava uma canção sem letra, a boca fechada murmurava a melodia, entremeada por suspiros. Cinco segundos e meia vida depois, com a certeza de que seu filho for a levado por Frigga, um outro suspiro soou no cômodo, alto o bastante para interromper seu canto.

O suspiro se tornou um choro, alto e forte, os lábios roxos tremiam enquanto gritavam. As mãos começaram a se debater e ela o levou ao peito, abraçando-o, soltou imediatamente a alça do vestido e deixou que seu rosto encontrasse com o seio.

Ele tremia levemente, os labios abriam e fechavam, como se procurassem algo, a mão o guiou até seu peito, acariciando os cabelos molhados e a testa. Os olhos do recém nascido piscavam com a luminosidade e de vez em quando se encontravam com o da mãe. Alguns instantes depois, a boca dele encontrou o caminho e abocanhou o mamilo da mãe.

Ela sentiu que o alimentava, num momento único e íntimo. Estava novamente a sós na cabana, apenas com o bebê. O leite saía para a boca do pequeno, acompanhando as bocadas que ele dava.

Ellia amamentava seu filho e chorava.

Ele mamou por alguns minutos e dormiu. A respiração era profunda e calma, os cabelos estavam colados no na testa e tinha uma gota de sangue coagulado sobre a pálpebra direita. Ellia o apoiou sobre suas pernas e amarrou o cordão umbilical com a lã branca, depois buscou a adaga entre as cobertas e separou seu filho de si. Soltou a plascenta e a enrolou numa das peles. Sabia que teriam chamado seu marido assim que ouviram o choro do bebê.

Ogar viria, de algum modo, Ellia sabia que a batalha fora vencida. Ambas as batalhas.

Limpou-se com a água da bacia, ao lado do fogo, e limpou seu filho. Não lembrava da melodia que havia entoado, mas acalentou o filho enquanto tirava a maior parte do sangue. Amarrou a lã vermelha no pulso do recém nascido e cheirou seu rosto, encaixando o nariz sobre a maçã do rosto dele.

Sentiu-o dentro de si durante três estações. Sabia os pontos em que gostava de chutar, e todos os gostos e humores. Olhando-o agora em seus braços, ria e chorava, pensando que nunca mais teria ele dentro de seu ventre, aquela fase se fora; mas agora o teria ali, diante de seus olhos, para se tornar um homem. Era difícil acreditar que era o mesmo ser que crescera dentro dela.

O bebê abriu os olhos e a boca no mesmo instante em que Ellia ouvira a voz de Ogar, antes até que ele batesse à porta. A pequena boca correu ao peito para saciar sua fome e ela se levantou com orgulho.

Uma mãe.

 

Intervenção materna! Feliz dia dos pais!

Intervenção materna! Feliz dia dos pais!

Eee e hoje é um dia especial, é o dia dos pais! Feliz dia dos pais pro meu pai gatão lindo, ê Marco véi! E pro meu sogro, seu Sílvio! Exemplos de pais amorosos, queridos e super fofos :3

Mas… Estou aqui para dizer feliz dia dos pais pro Lauro, segundo ano de dia dos pais! Este pai empolgadão, feliz e super inteirado da paternidade, como poucos que conheço! Daí lembrei de uma foto que resume bem essa emoção do Lauro sabe, que é do dia em que o Ulisses nasceu:

1

Como fiz cesárea, por ser uma gestação de alto risco, internei na noite anterior do nascimento do Ulisses. O Lauro ficou lá comigo, e quando eu estava lá, com insônia e ansiosa com o parto, o Lauro tava lá, todo pimpão e… Dormindo. Ô como dormiu! Acordou só quando vieram aplicar o antibiótico, daí num deixei mais ele dormir :P

Bom,  daí me levaram pra sala, me deram anestesia e ele entrou só quando eu já estava deitada pro procedimento. Eu disse: Não me detalha nada, senão vou ficar imaginando eles me cortando e vou ficar nervosa! Ele: Tá bom!

O que vem a seguir é o que e lembro do que ele disse, nos 5 minutos de cirurgia para o Ulisses nascer:

“Calma, eles só estão passando o anti séptico, ajeitando o pano, limpando a barriga, calma, não começaram ainda (mentira, já tavam me cortando), tão começando a pegar o bisturi e, AH, É CABELUDO!”

Eu: “O que é cabeludo, ai meu Deus!” xD

Ele chorava, emocionado! Pegou o pequeno no colo e disse “Obrigada, ele é lindo!” e chorava! E assim saiu da sala de cirurgia, gerando essa foto linda :)

Desde então ele não parou! Pesquisa sobre criação com apego, disciplina positiva, montessori e estas questões de como criar o filho para que ele seja uma pessoa completa, feliz e segura! Dá banho, faz a comida, carrega no sling, ensina (pro bem e para o mal huahuah) e segue compartilhando da alegria de viver com o nosso pequerrucho <3

4
Tenho orgulho do pai que ele se tornou, não haveria melhor para o Ulisses!

2

Desejo a todos os pais um ótimo dia dos pais, e peço para que se empenhem, pois a paternidade ativa vale a pena!

3

[Resenha] Bianca Pinheiro – Bear

[Resenha] Bianca Pinheiro – Bear

bear_02 Conheci o trabalho da Bianca Pinheiro quando vi o projeto Dora no Catarse. Resolvi pesquisar um pouco e vi que ela tem uma webcomic chamada Bear que é uma fofura! Aí descobri que uma editora lançaria o trabalho impresso, e que a ilustradora era de Curitiba! Depois descobri que temos amigos em comum de década e eu não sabia (fica a máxima: Curitiba é um ovo). :D bear_00Eu li o começo de Bear no tumblr, mas antes de terminar rolou uma seção de autógrafos eu eu fui com a Yara e o Ulisses pra dar um oi e tietar um pouco, :P Bear começa quando Raven (uma garotinha com uma habilidade mágica de desenhar) encontra Dimas (um urso que não come carne – mas aceita chá com biscoitos). Ela se perdeu de seus pais enquanto perseguia uma borboleta e está tentando voltar para casa. A garota consegue usar todo seu carisma amplificado por um dente faltando para convencer o urso a ajudá-la nessa busca. bear1Quando chegam na Cidade das Charadas é que a trama se complica, terão que usar toda sua sabedoria e habilidades (ou improvisar mesmo) para conseguir avançar na busca pelos pais de Raven. O livro está lindo: impressão ótima; papel de qualidade; formato grande que, além de facilitar a leitura, permite colocar alguns detalhes bem legais. A narrativa da história é ótima e descontraída, adoro a participação da própria autora no meio da história, me lembrou algo de Stephen King em A Torre Negra, totalmente metalinguagem! :D Além disso, as brincadeiras dos personagens com o fato de ser uma história em quadrinhos e a interação com esse fato é super legal. Todo o livro está cheio de referências geeks bem divertidas (quem me conhece sabe que eu adoro referências :P)! Vídeo games, filmes, livros, tem de tudo! É muito gostoso perceber a naturalidade e diversão com os quais a Bianca fez esse trabalho. O desenho de Bianca é limpo, um cartoon carismático e expressivo que conquista com seu jeito fofo e colorido. O Ulisses gostou bastante do que li pra ele (pelo menos até onde consegui prender a atenção dele) e imitou barulho de urso quando ensinei para ele ao apontar o Dimas. bear_01 Enfim, uma leitura ótima para todas as idades! História linda, traço fofo e personagens carismáticos! Ansioso pelo próximo volume e acompanhando o tumblr enquanto isso. :)

O que há por trás de Peppa?

O que há por trás de Peppa?

peppa

Não, não é aquele vídeo fanfarrão que rolou há uns dias pelo facebook. Esse post é para mostrar um pouquinho do motivo pelo qual eu acho Peppa Pig um desenho genial, rs. Pelo menos do meu ponto de vista, :P.

Se você tem um ____ (preencha esse espaço com filho, sobrinho, primo, neto, afilhado, qualquer pequeno menor de 6 anos, menino ou menina) e tem acesso à Discovery Kids ou YouTube, você conhece essa porquinha. Uma animação feita pela BBC com um traço simples e que mostra o dia a dia de Peppa Pig: uma porquinha, de sua família (Papai Pig, Mamãe Pig e George, seu irmão mais novo) e de seus amigos (A ovelha Suzy, o burro Pedro, a zebra Zoe e outros).

Em rodas de bate papo de pais, mães e afins, sempre vêm à tona a paixão absoluta das crianças menores pelo desenho. Normalmente seguem-se exclamações de como o desenho é bobo, mal desenhado, “mais um desenho com bichos”. Comentários que rebato efusivamente dizendo o quanto acho fantástico o desenho, não sei se é porque não reparam no que eu vejo, ou então porque sou meio bobo mesmo. :P

O tempo de cada episódio é perfeito! Dura cerca de 5 minutos; os problemas são apresentados e resolvidos em um só episódio numa linguagem simples e fácil; e não é necessário um conhecimento prévio dos personagens para entender a história. O traço é sim simples, mas – conhecendo um pouquinho sobre ilustrações, posso dizer – o mais difícil em desenhos com traços simples é fazê-los desse modo sem ficar ridículo ou desagradável aos olhos.

Apesar de simples, tem alguns detalhes mostram o zelo dos ilustradores, por exemplo: sempre que um personagem se cansa ou faz esforço, ele fica vermelho de modo bem gradativo e suave (exceto pela tímida Rebeca, que fica quase sempre); o cenário sempre tem elementos decorativos que tem o cuidado de se repetir nas cenas do mesmo ambiente.

Sobre a questão de animais, eu não sou um grande fã deles falando e tal, mas aqui isso é feito de um modo que acho genial. Se reparar com atenção, vai ver que apenas existem personagem mamíferos (porcos, gazelas, zebras, elefantes, cachorros), não vai ver nenhum jacaré ou tartaruga falando e nem pássaros. Inclusive, os pássaros e insetos aparecem na história, mas sem falar e como animais mesmo. Eles interagem de algum modo, mas só com carinhas felizes, rs. E fico feliz com isso, acho absurdo desenhos em que alguns animais de uma espécie falam e interagem, enquanto outros não o fazem (Mikey, Doc). E não curto muito o caos de Peixonauta, onde até as formigas falam.

Mas o que acho mais legal de tudo é o modo pelo qual a história é contada. Percebi isso no episódio em que o Papai Pig leva os filhos para conhecer seu trabalho.

Estranhei quando eles chegaram no prédio, falaram no interfone e já entraram no elevador. Depois disso, estranhei o trabalho do Senhor Coelho que é só carimbar papéis; e principalmente da Senhora Gata, que é desenhar formas geométricas e imprimir. Foi aí que tive o estalo, não é isso que eles fazem: são essas as informações que as crianças guardam do que eles fazem. Não interessa às crianças o hall de entrada, mas sim o elevador! Não querem saber de análise de documentos e descarte, ou de gráficos e relatórios: eles querem saber de carimbar e desenhos impressos.

Peppa Pig conta a rotina do ponto de vista de uma criança, mostrando o que importa a ela e o modo que ela vê. E eu acho isso divertidíssimo e fantástico! Tente usar essa percepção quando assistir Peppa e garanto que vai ser diferente. E abra a mente para os outros desenhos, são idéias e ensinamentos que seu filho está recebendo. É importante. :)

Eu ia comentar algo sobre o bulling com o Papai Pig por causa do barrigão dele. Mas, pelo modo que a Yara ri e fala de mim, vejo que esse é o meu caminho e de diversos pais… Então, ficou irrelevante. :P

[Vídeo] 1 ano!!!!

[Vídeo] 1 ano!!!!

Bom dia! Hoje tem post especial!

Para celebrar o aniversário de um ano do Ulisses, eu peguei tooooodos (sim, acredite… são muitos) os vídeos dele. Separei 1 ou 2 segundos de cada (mais quando o vídeo merecia :P) e juntei num grande vídeo! Então são 365 dias de lembranças, alegrias, medos, choros, risos e muuuuito amor! Em pouco mais de 8 minutos e meio.

É um presente para nós, que choramos muito ao ver o vídeo, e para vocês! Vocês que riem conosco, vêem nosso pequeno crescer, compartilham nossas memórias, anseios e celebram nossas vitórias! Obrigado!

Bom dia, boa tarde, boa noite! É o Show do Ulisses! <3
 

 

Ps.: E ia colocar Mad World o clip todo, mas a Yara disse que iria entrar em depressão. :P

Uma festa inesperada

Uma festa inesperada

aniversario_13-fb

Estou ausente, mas é a correria! Mea culpa, mea culpa! Mas hoje tem post de aniversário! :D

O Ulisses completou seu primeiro ano no dia 25 de Junho. A Yara teve nesse mesmo dia uma apresentação: o encerramento do semestre. Ela tocou palmas, pés, agogô e metalofone. Uma performance impecável que irei postar aqui, caso a internet permita. :P

No dia seguinte pegamos um avião para Brasília, fugindo do frio e prontos para preparar uma festa para o Ulisses. Pensamos em torná-la o máximo de DIY (o famoso “Do It Yourself” – faça você mesmo), tanto para economizar quanto para deixar com a nossa cara.

O tema da festa? Hobbits!

Sim, queriamos deixar com a cara do condado. Trazer uns elementos literários de “Senhor dos Anéis” e “Hobbit”, algumas florestas, elementos da festa do Bilbo. Como várias pessoas gostaram da festa e perguntaram #comofaz, decidimos fazer esse post com os elementos principais. Tanto para uma festa hobbitesca quanto para outro tema. Nosso objetivo é fugir um pouco da padronização (nada contra quem goste :P).

A primeira coisa que fizemos foi buscar elementos que pudessem deixar temático, mas de um modo “fazível” por pessoas – como nós – não tão virtuoses no artesanato. Lendo os livros e vendo os filmes, pegamos algumas idéias. Vou primeiro colocar uma galeria aqui e depois as nossas ideias! :D

 

  • Bandeirolas: Fácil de fazer! Papel de seda cortado em formato de triangulo (para não parecer festa junina, principalmente em Junho) com uns 20 cm de altura aproximadamente, colados em barbantes. Pegamos de várias cores para remeter à festa infantil, mas em tons mais sóbrios pra não fugir muito.
  • Fitas: Espalhamos algumas fitas largas pelo teto junto com as bandeirolas, para dar aquele ar de festas renascentistas e colocar mais cor ainda.
  • Arranjos de mesa: Queríamos remeter a algo campestre. Então fomos em uma floricultura e pegamos algumas mudas que lembrassem ao máximo “árvorezinhas”. Ficamos com as avencas. Depois pegamos uma faixa de feltro, enrolamos no vaso e prendemos com alfinetes. Fizemos mini-bandeirinhas para as árvores usando fio de ponto-cruz, o mesmo papel de seda e palitos de churrasco. Imprimimos os personagens dA Sociedade do Anel em versão “chibi” e colocamos com palitos de dente em cada um dos enfeites. Uma tag que fizemos com uma fonte de Hobbit (Hobbitton) e o desenho do Smaug de Tolkien impressos em um papel bonitinho fechou o pacote. Foi só colocar isso em cima de dois panos de mesa (um branco e outro verde) com um quadrado menor de juta por cima e pronto!
  • Mesa principal: Como a mesa principal é… principal, precisamos investir um pouco mais. Pedimos à talentosa moça do Enfeltrados que fizesse 3 (a Yara me limitou, :P) personagens em feltro. Escolhi Frodo, Gandalf e Gimli (ANÃO RLZ!). E como ficou lindo demais, convenci a Yara a pedirmos um Smaug que ficou fantástico. Pegamos na mesma floricultura (dos arranjos de mesa) um arbusto um pouco maior para ficar junto com os enfeltrados, um baú pequeno para o Smaug ficar em cima e peças em madeira para base dos doces e bolos. As bases compramos em MDF sem pintura numa loja de festas, deixamos assim mesmo e colocamos os doces dentro de formas que lembrassem folhas e flores. Alguns vidrinhos com flores artificiais pra dar mais um toque caseiro. E embaixo disso tudo colocamos alguns metros de juta para deixar rústico.
  • Bolos: Poderíamos tentar fazer, mas seria desastroso e feio. Então pedimos algo diferente, havíamos visto algumas fotos do chamado “Naked Cake” e achamos lindo! Ficaria bem pitoresco, caseiro e colorido como queríamos. Pedimos com frutas vermelhas e ficou fantástico (além de delicioso, recomendo o pessoal do Amour Doux), para fazer companhia ao bolo, pegamos cupcakes com tons dourados para colocar no suporte de madeira e popcakes. Os pop-cakes foram um episódio à parte, a Yara estava ficando doida sem saber o que fazer para eles ficarem “organizados”, então peguei uma cesta de vime, virei ao contrário e enfiei os palitos. A juta por baixo dele não deixava eles escorregarem e ficou um visual bem bacana.
  • Comidas: Além dos bolos e docinhos tradicionais, queríamos algo mais que remetesse ao Condado. Então pegamos alguns frios e embutidos aqui da terrinha (moramos na zona rural da região metropolitana de Curitiba, do lado do Caminho do Vinho – para quem conhece) e fizemos uma mesa de aperitivos que ficou bem pitoresca e a galera adorou! Pedimos meio quilo de patê de queijo com pães integrais, salada de fritas com iogurte para os pequenos, e queríamos uma panela com caldo, mas acabou não dando certo.
  • Trilha sonora: Não apelamos tanto pra os filmes, foi Palavra Cantada, Tiquequê e Pequeno Cidadão principalmente. :)
  • Baú de Fantasias: Nós colocamos um baú de madeira antigo cheio de fantasias que para as crianças. Barbas, mantos, roupas de mago, asas de fadas, chapéus de bruxas, espadas, escudos, capas… enfim, de tudo um pouco! Então é só deixar aberto e livre para as crianças se divertirem.
  • Espaços para crianças: Ora, o aniversário é de um piá de 1 ano, então tem que ter tapete de EVA, brinquedos didáticos, livrinhos e toda a bagunça para ele se divertir com os amigos. Teríamos levado os nossos, mas como pagaríamos um bocado de excesso de bagagem, alugamos lá mesmo. Também alugamos uma mesa, papéis, cartolina, cola, lápis de cor e canetinhas para os maiores.
  • Brinquedos grandes: Acho que falhamos um pouco ao não pensar nos “mais maiores”, com 6 anos ou mais. Ficou faltando algum brinquedo grande para eles, mas não acho que tenham sentido muita falta correndo para todos os lados.
  • Lembranças: Quando estávamos pensando nas lembranças para a festa, não queríamos um imã de geladeira, ou um arranjo de biscuit que não seria para as crianças. Nós queríamos algo para elas, então encontramos um site com brinquedos didáticos e compramos piões de corda, tangrans, blocos de montar, cordas de pular, coisas de acordo com a idade das crianças e realmente para elas aproveitarem! Embalamos em papel pardo e colocamos um cartão agradecendo a presença.
  • Convite: Para o convite, o lance é criatividade mesmo, pegar uns elementos da festa e trabalhar no photoshop até acertar. O do Ulisses ficou assim:
    Convite-0

Bem, acho que a maioria da festa está aí. O sucesso foi tanto que estamos seriamente pensando em abrir uma consultoria para festas DYI. :P

Agradecimentos especiais aos familiares e amigos que ajudaram demais, financeiramente, na cozinha, emprestando utensílios, comprando itens. Vocês foram essenciais! <3

No próximo post prometo o vídeo de 1 ano do Ulisses. ;)

Essa lei da palmada é um absurdo!

Essa lei da palmada é um absurdo!

Se vocês tem pelo menos uma conta, em pelo menos uma rede social – por mais lado B que seja – qualquer, deve ter visto alguns posts sobre a polêmica da Lei da Palmada. O projeto, que já passou na Câmara e no Senado, está prestes a se tornar lei. Ela vai, basicamente, incluir no Estatuto da Criança e do Adolescente que as crianças tem direito de serem educadas sem agressões físicas e morais – aí incluidos castigos, palmadas e puxões de orelha.

Eu queria escrever um post, principalmente por discordar – e chegar a discutir – de alguns amigos de muito tempo que mostravam sua opinão na timeline. Mas, estava esperando passar um pouco da euforia e não ficar no meio do caos. E acho que é uma boa hora para dizer o que penso da Lei da Palmada.

Acho um absurdo! Um absurdo imenso! A necessidade de colocar em um estatuto, que a criança tem direito de não sofrer agressões parece quase surreal.

Essa idéia deveria já ser algo óbvio a todas as pessoas. É triste ver a reprodução absurda de posts, charges, imagens defendendo a palmada. “Eu apanhei e aprendi a respeitar”, “Eu apanhei e mereci”, “Curta e Compartilhe se você também apanhou e sobreviveu”. Tantos absurdos e tão divulgados por pessoas próximas a mim que me dá uns três tipos de desespero.

Não nego, a agressão vai conseguir criar algum tipo de respeito do entre pais e filhos, regrado por medo, confusão, covardia. São tantas coisas erradas que esse post se tornaria um livro antes que eu começasse a descrever.

Todas as justificativas para uma surra podem ser rebatidas sem muito trabalho, três ou quatro porquês podem levar a raiz de vários problemas. Cria um vínculo, confiança, entendimento. Tantas vezes que é uma necessidade de atenção, alguma frustração, ou até mesmo uma confusão de valores que poderiam ser resolvidos pelos pais.

Tá certo que alguns não vão conseguir descontar a sua raiva e frustração em alguém que não pode (nem quer) se defender. E se você pensando ou questionando a lei, argumentando sobre não ser possível definir onde começa a ser agressão, eu te explico: a agressão começa na intenção de levantar a mão, que normalmente vem depois de levantar a voz.

Enfim, acho a lei um absurdo, simplismente por ela precisar existir. Mas, se a implantação dela pode forçar a sociedade a ver novos meios de criar filhos, é uma ferramenta ótima. Os pais precisam aprender que é possível criar os filhos de outro modo, com cumplicidade e respeito. Aprendendo a conversar e ver o que gera as ações dos filhos.

Oro pelo dia em que leremos esse item no estatuto e achar um absurdo – como tantos outros que são direitos óbvios e lógicos para todos – sem tamanho, então eu ficarei feliz de verdade.

Ps.: Fazendo propaganda, tem um livro que a Cientista Que Virou Mãe lançou que pode tirar umas dúvidas e ajudar. Clica aqui. :)

1° Dia das Mães #2

1° Dia das Mães #2

diadasmaes1 Acordei o dia rindo com o título do post de um dos meus amigos blogueiros (eu não tenho muitos, disse aqui, mas esse é um dos paternos do zap-zap), o Bruno do Aventura Paterna, o Post era “Foda-se o Dia das Mães”. Ele fala de algo que concordo, concordamos eu e Yara, tanto que nos dias comemorativos não nos damos presentes caros (uhul! Até porque, sou pobre). Mas em contrapartida, sei que o ser humano em geral é egoísta, possessivo e “da ostentação”, então eu ainda acho importante uma data assim para lembrarmos de dar um pouquinho de nós para alguém. Fora que adoramos ter um dia nosso, não é? Pensando nisso, e em toda nossa busca de fazer uma criação com rotina nada mainstream para o Ulisses (e consequentemente para nós), eu fui ontem comprar um presente pra Yara! “Como assim?” diz você, e eu digo espere! Eu disse que não compro presentes caros, mas adoro algo inusitado, rsrs. diadasmaes3Fomos num encontro geek falar de livros, série jogos e tudo de legal do mundo passear no sábado (Tava frio! O Inverno Está Chegando mesmo! <3), demos uma passada no shopping antes de voltar para casa. Eu despachei a Yara pra me comprar um milkshake de ovomaltine extra-crocante uma bebida saudável e fui improvisar. Se o Ulisses pudesse comprar um presente pra mãe dele, para onde ele engatinharia com todo vigor? Depois de eliminar a fábrica de lenços umedecidos, fui numa loja de brinquedos e comprei um pequeno mimo para a Yara: E foi entregue pelo pequeno no dia seguinte com direito a café na cama! Cama montessoricompartilhadacosleeping (logo tem post disso, se eu tiver coragem xD).

diadasmaes2

Pai, é agora que tenho que entregar? Comofaz?!?!

Dia das Mães, 1 de seiláquantos

Dia das Mães, 1 de seiláquantos

diadasmaes

 

Bom dia Yara (e leitores) <3

Hoje é seu 1° dia das Mães (o anterior tinha sido Dia das Mães Gestantes :P), e eu te amo muito. O Ulisses está aqui no meu colo, ele não manda muito bem na digitação, mas queria participar desse momento para lhe dizer o quanto você é uma mãe maravilhosa!

Desde o dia em que nos conhecemos (e começamos a paquerar, visto que contabilizamos como dia do nosso namoro), sempre conversamos sobre o casamento e a p(m)aternidade. E não poderia ter escolhido uma pessoa melhor para ter ao meu lado, se eu fosse apontar algum defeito, seria dizer que você se cobra demais, você se minimiza demais, rsrs.

O Ulisses é uma criança linda e ativa, grandona, risonha e desesperadamente apaixonada pela mãe dela! Você transborda de amor e cuidados, é linda (linda sim! Eu te amo e sou apaixonado por você!), carinhosa, cuidadosa. Eu não conseguiria imaginar uma mãe melhor para meu ser humaninho mais precioso do mundo!

Tenho orgulho, um orgulho incomensurável, das suas (e nossas) vitórias, as lutas com a saúde, todas as batalhas diárias, nossa viagem, a gravidez não planejada (mas mais amada do que tudo), todos os nove meses, o nascimento, o primeiro mês (e que primeiro mês, não?), a vitória da amamentação e tudo que ela lhe representa.

Eu poderia escrever um livro nesse post sobre todas as lutas e dificuldades e alegrias e sonos e amores e risadas que narram um pouco disso tudo… mas o Ulisses está aqui no meu colo e quer dar logo a parte dele do recado para te acordar, entregar o presente e mamar! O.o

 

l or766j787..Ç/.Ç/Ç/./MVHRDCUCIMÇJOxchhtjy

 

Pronto, tp indo te amo

7

7

7

Poizé, Fui convidado pelo Léo do Coisa de Pai para uma brincadeira bacananosa, e mesmo que não conheça muitos blogueiros – exceto um grupo de p(m)aternos que me adicionou no zapzap e aguenta minhas zoeiras – vou fazer e tentar recomendar para alguns (Antes que critiquem, entendam! Eu adoro ler blogs, mas nunca converso com os autores e admito que me falta coragem, vergonha na cara, tempo de comentar).

Mas sobre o que é essa bagaça?

CAIXA

Consiste em fazer um post com 7 coisas que gostamos. Engraçado é que mais do que enumerar, temos que pensar no que escrever. Minha medotologia conistiu em algo que fiz com a Yara uns tempos atrás para descobrir a nossa comida favorita: pegar uma coisa que gostemos e comparar com outra, pegar a que gostamos mais e comparar com a próxima, e assim por diante até termos a super-finalista!

Nesse caso teremos sete (não em ordem! Coloco tudo juntinho):

1 – Froot loops

Foi o meu finalista e indubitável vencedor como comida favorita. Foi um páreo duro para churrasco (qualquer churrasco, sim… qualquer), mas venceu. Essas rodelinhas coloridas, com leite em 1/3 da altura da tigela, sendo devorado numa velocidade quase desesperada para não perder a sua consistência, com colheradas contendo entre 5 e 9 rodelas e 4mm de leite, até uma última colherada com pelo menos 15 rodelas equilibradas com maestria na colher o mais cheia possível com leite… ah, perfeição!

2 – Literatura Fantástica

Eu tentei… juro que tentei! Eu ia colocar um autor aqui, um favorito acima de todos… mas falhei penosamente no teste. Patrick Rothfuss, Tolkien, Neil Gaiman, Terry Pratchett, Michael Ende, C. S. Lewis, George R. R. Martin… o fato é que sou desesperadamente viciado em livros. Atualmente estou lendo três simultaneamente e escrevendo o meu próprio, tudo literatura fantástica. Seja horror, fantasia medieval, ficção científica, distopia… estamos aí!

3 – …

Reticências. Desde que comecei a escrever o livro, a quantidade dessa pontuação em meus textos reduziu drasticamente. A menos que eu esteja falando de algo que me empolgue muito (vide o exemplo acima), aí aguente minhas reticências. E, segundo minha esposa, ao vivo a minha voz sobe de tom e eu falo ainda mais rápido que o normal, precisando de intérprete algumas vezes.

4 – Legião Urbana / Blind Guardian

Bem, coloquei essas duas bandas nadaaverumacomaoutra juntas por serem minhas favoritas. Desde criança escuto Legião, uma das minhas primeiras lembranças é ouvir Tédio com um T bem grande pra você, é uma mistura de nostalgia e alegria. E Blind Guardian foi uma descoberta com a Yara que se tornou uma paixão, acho a qualidade sonora deles fantástica (“Nightfall in Middle Earth” é simplismente perfeito), os temas escolhidos ótimos (muitas músicas são compostas inspiradas em literatura… eh… fantástica :P), os caras são gente boa pacas (tem um monte de vídeos deles zoando aleatóriamente e rindo em entrevistas), ah… e por fim, o vocalista é rei da fodelança no vocal! Merece demais! :D

5 – One Piece

Eu gosto muito de animes, gosto mesmo, eu e a Yara nos conhecemos num fórum de anime em 2002. Eu aprendi 80% do inglês que sei traduzindo legendas de anime em fitas cassete (sim, play-pausa-escreverápido-play-passou-rewind-play-pausa-escreverápido) e mangás página a página, espero que isso mostre um pouco do que gosto de anime. E comparando tudo que já vi, a obra prima do meu coração, é One Piece. Piratas, empolgação, heroismo, tragédia, superpoderes, fodelança… é tudo! :D

6 – Lógica

Eu ia colocar matemática (Rá Léo!), mas acho que lógica encaixa mais nesse ponto. Eu acho simplismente fantástico o modo como as coisas se encaixam e trabalham juntas e num padrão lindo universal. Eu acho lógicas cartográficas para decorar endereços, relações entre os números para decorar telefones, minhas senhas seguem um padrão de simetria e geometria no teclado… A representação máxima dessa paixão é a matemática, no meu segundo grau, um dos meus passatempos (PASSATEMPO) era resolver provas de mátemática do ITA, me divertia no processo. Mas acaba sendo mais um hobbie do que uma profissão, estou feliz demais escrevendo! :)

7 – Água

Não entendam água para tomar, água no sentido de corpos d’água. Mar, rios, tanques, piscinas, banheiras, caixas d’água… qualquer lugar onde caiba 50% do meu corpo é o suficiente para eu ficar feliz da vida. Lógico que se for amplo e sem pé para mim, minha alegria é proporcional. Nadar em alto-mar foi uma das melhores sensações que já tive. Uma das histórias mais antigas que tenho era de quando eu andava mal e porcamente e ir com a família num clube, assim que chegamos lá corri desesperado para a piscina sem saber que era a de adultos e funda. Minha tia me socorreu pelos cabelos. E lembrando agora, coisa similar aconteceu numa praia de pesca, aquelas que afundam de repente… a diferença é que meus pais me salvaram. Mas nada disso traumatizou e continuo adorando água! :P

Pronto! E notem que não citei família, Yara ou Ulisses. São minha vida, parte de mim, e isso tá além de gostar. ;) E pra ilustrar isso tudo, toma uma galeria:

Agora vem a parte complicada, indicar 7 blogs. Vamos ver…. na verdade nem sei se os autores vão ver isso aqui.

Cabô… só 5… xD